CASE 01
iFood Colômbia
De irrelevante a líder de mercado
Empresa
iFood Colômbia
Setor
Food Delivery / Tech
Papel
CEO
O CONTEXTO
O iFood chegou na Colômbia depois dos concorrentes, com menos presença, menor reconhecimento de marca e acionistas com visões divergentes sobre o ritmo de investimento. O contexto externo tornava tudo mais difícil: mercado de delivery ainda em fase de educação do consumidor, e pressão constante por resultados num negócio que exige paciência que nem todos os stakeholders tinham.
O PROBLEMA
O problema não era a marca — era a posição. O iFood chegou tarde na Colômbia. Os concorrentes tinham vantagem de rede: mais restaurantes significa mais usuários, que significa mais restaurantes. Tentar competir ponto a ponto era gastar para perder mais lentamente.
AS DECISÕES
- Primeiro movimento: escolher onde ganhar, não onde competir. Em vez de distribuir os recursos pelo país inteiro, a aposta foi concentrar em cidades onde o iFood poderia ser dominante antes de expandir. Criar profundidade antes de largura.
- Construir o produto certo para o mercado certo. O consumidor colombiano tinha comportamentos distintos do brasileiro. A decisão foi adaptar — não traduzir.
- Gerir os stakeholders como parte da estratégia. Transparência radical sobre as métricas, narrativa clara sobre as apostas, e consistência nos updates foram o que criou a confiança necessária para continuar investindo.
RESULTADOS
5%
Market share inicial
46%
Market share ao final
+41pp
Ganho em 2 anos
A operação colombiana passou de caso de questionamento estratégico à referência de expansão internacional do grupo. O método de concentração antes da distribuição foi replicado em outras geografias.
O APRENDIZADO
O que faria diferente: teria desafiado as premissas dos acionistas mais cedo, em vez de tentar construir consenso com visões fundamentalmente incompatíveis sobre velocidade. O que o case revelou: Tiago funciona melhor quando o problema tem escopo claro e a solução ainda não existe.
O QUE ESSE CASE OFERECE AO MERCADO
Para organizações que estão entrando em novos mercados com desvantagem de posição inicial — ou que precisam virar uma operação que já perdeu a narrativa competitiva. Tiago resolve o problema de construir market share onde ele ainda não existe, gerindo a complexidade de múltiplos stakeholders e equipes em formação.