Portfolio Executivo · NextAct

Felippe Leite

Fluente emPTENES

São Paulo, Brasil

22

Anos · 4 indústrias

11

Cadeiras em 7 casas

Ver trajetória

"Perguntar tudo como curioso. Dentro de cargo que exige responsabilidade."

22 anos atravessando quatro indústrias e três geografias. Onze cadeiras em sete casas — nunca dominou o setor; sempre dominou o método.

Hapag-LloydHyundai Merchant MarineDanoneMAC CosmeticsLUSHSephoraBotmakerGucciHapag-LloydHyundai Merchant MarineDanoneMAC CosmeticsLUSHSephoraBotmakerGucciHapag-LloydHyundai Merchant MarineDanoneMAC CosmeticsLUSHSephoraBotmakerGucciHapag-LloydHyundai Merchant MarineDanoneMAC CosmeticsLUSHSephoraBotmakerGucci

/ MANUAL

Quem é Felippe

Felippe Leite é CFO. Atravessou quatro indústrias em vinte e dois anos — logística → FMCG → beleza/luxo → tech SaaS. Três geografias operacionais (Brasil, México, Espanha). Onze cadeiras em sete casas. Hoje na Gucci (Kering), aplicando o método aos 43 anos, oito anos depois do México.

O método é preciso: nunca dominou o setor; sempre dominou a curiosidade. Em cada cadeira nova, três opções — fingir que domina (e quebrar), recusar o ambiente que não conhece (e nunca atravessar setores), ou admitir e perguntar. Sempre escolheu a terceira. Vulnerabilidade-curiosidade vira ferramenta operacional — capability transferível entre indústrias.

Opera por quatro padrões que se repetem cross-case: confronto com lastro (dado primeiro, opinião depois), aliança lateral (quando o canal oficial não serve), saída em férias (em movimento aguenta; parado decide), família como variável dura.

"Perguntar tudo como curioso. Dentro de cargo que exige responsabilidade."

Frase-âncora escolhida pelo Felippe na revisão da v1 (18/05/2026) — articulada pela primeira vez no Botmaker, hoje aplicada conscientemente na Gucci.

O QUE ENERGIZA

Ambiente com **autonomia leve**, patrocinador presente, espaço para pensar estratégico. Reconhecimento como combustível operacional — não vaidade. As três casas francesas (Danone, Sephora/LVMH, Gucci/Kering) configuram esse ICP profissional consciente: 'empresas francesas têm um perfilzinho ali em que eu me encaixo melhor — autonomia, precisa de ajuda avisa.'

O QUE DRENA

Ambiente **sob demanda sem palco**. Execução pura sem racional. Founders que pedem opinião e ignoram. Vácuo de validação — automotivação tem prazo de validade. Aprendeu no Botmaker, custou 4 anos para cristalizar.

COMO DECIDE

**Confronto com lastro**, sempre. Fotos de loja, planilhas, KPIs documentados antes do 'não'. Quando o canal direto não funciona, busca o lateral — acionou LVMH global contra a operação local do México, com resultado estrutural.

COMO QUER SER LEMBRADO

Como quem **atravessou indústrias sem perder fluência operacional**. Tempo em ondas curtas, não permanência longa — cada parada paga em capital (aprendizado, rede, métrica) para abrir a próxima. 'Tudo que é bom dura pouco, e tem uma recompensa para depois vir outra coisa.'

COMUNICAÇÃO

**WhatsApp como canal primário** para contatos profissionais. Briefing prévio antes de agendar call. Resposta em até 48h em dias úteis — ritmo de quem reporta a duas matrizes simultâneas (Kering França + GM regional).

/ Rotina

Um dia com Felippe

(01) ANTES DO REPORTE

Antes do reporte

Acordo cedo, antes da operação ligar. Leitura de notícia de setor (luxo + macro Brasil/Europa), café, alinhamento mental do que importa no dia. Bloco onde leio sem responder.

(02) REPORTE E KPIS

Reporte e KPIs

Bloco de fechamento financeiro — P&L, cash flow, balance sheet. FP&A regional. Reporte simultâneo para duas matrizes (Kering França + GM regional). Argumento com dado, sempre.

(03) VISITA DE LOJA

Visita de loja

Aplicação concreta da frase-âncora: 'visitando loja, perguntando tudo, fazendo tudo que eu quero como curioso, mas exatamente dentro de um cargo que exige responsabilidade.' Sai do escritório para entender o produto, não só o número.

(04) CROSS-CULTURAL CALL

Cross-cultural call

Síncrona com matriz francesa ou pares ibéricos. Três idiomas operacionais (português, inglês, espanhol) permitem reporting direto sem tradução; italiano e francês working como complemento para ler imprensa de setor europeia.

(05) FAMÍLIA COMO ÂNCORA

Família como âncora

Bloco não-negociável. 43 anos, filho em fase escolar, esposa. Aprendeu no México que 'gerenciar uma família sozinha' é variável dura — e que o tempo com ela não é pausa do trabalho, é variável de continuidade.

(06) RECOMPRESSÃO NOTURNA

Recompressão noturna

Leitura, conversa com a esposa, ou retomar planilhas calmamente. 'Em movimento aguenta; parado, decide.' À noite é onde o automático abre espaço para ver o que precisa virar próxima parada.

Valor inegociável

Reconhecimento como combustível operacional — não como vaidade. Sem feedback positivo do entorno, opera por automotivação interna — mas com prazo de validade.

A configuração ideal combina três variáveis: ambiente que recompensa pensamento estratégico (não só execução), patrocinador presente, e resultado mensurável que outras pessoas vêem. Quando os três se alinham (Danone Latam Controller, Sephora México, Gucci se o patrocínio se reconstituir), entrega no máximo. Quando faltam dois (Botmaker), aguenta mas drena.

"Tava só mais um. Por mais um, eu queria buscar um espaço onde eu tenha um mínimo de reconhecimento."

Pílula pós-I4 sobre a Botmaker — chave do salto para Gucci.

01

PALCO COM PATROCÍNIO Cada virada importante teve patrocinador — chefe direta na Sephora, CEO global na transição para Espanha, headhunter para entrar na LUSH→Sephora. 'Quando você tem alguém que te patrocina, isso muda um pouco a maneira com que você se relaciona com as pessoas.'

02

CONFRONTO COM LASTRO Não confronta com opinião — confronta com dado. Quando o presidente da Estée Lauder México insistiu que faltava SKU, voltou no fim de semana com fotos de todas as lojas. Argumento com lastro material, sempre.

03

VULNERABILIDADE-MÉTODO 'Perguntar tudo como curioso. Dentro de cargo que exige responsabilidade.' Admitir que não domina o setor e ganhar confiança pela exposição. Capability replicável entre indústrias — atravessou 4 sem perder fluência operacional.

04

TEMPO EM ONDAS CURTAS 'Tudo que é bom dura pouco, e tem uma recompensa para depois vir outra coisa.' Não acredita em permanência longa — acredita em recompensas sequenciais. Cada parada paga em capital, abre a próxima.

Declaração de posicionamento

Felippe Leite ajuda empresas em fase pós-aquisição, expansão cross-border ou transição entre setores a fazer travessia financeira sem perder fluência operacional. Onde matriz europeia e operação latino-americana não se encontram sozinhas, ele entra como CFO-tradutor — admite que não domina o setor, pergunta tudo, e ganha confiança pela exposição. Em duas décadas, atravessou logística → FMCG → beleza/luxo → tech SaaS aplicando o mesmo método.

Agora e depois

◉ Agora

Gucci (Kering) — CFO Brasil & Chile

Volta ao luxo corporativo, agora no Kering. Indústria nova (luxo de alto giro), grupo francês novo. O chefe que o contratou saiu pouco tempo depois da chegada — está navegando 2026 sem o patrocinador inicial. Aos 43 anos, oito anos mais velho que no México, articula o aprendizado: 'É menos o conteúdo e talvez mais a forma agora que eu preciso adaptar.' Está aplicando o método (vulnerabilidade-curiosidade, confronto com lastro) com a forma recalibrada conscientemente.

"É menos o conteúdo e talvez mais a forma agora que eu preciso adaptar. E estou oito anos mais velho também."

→ Depois

A próxima cadeira pelo conteúdo, não pelo incêndio

Em cada virada importante, foi alocado para apagar incêndio antes de ganhar uma cadeira própria. Sephora Espanha pós-reorganização, Botmaker com founders mudando direção, Gucci com patrocinador inicial saindo. Em 2026 é a primeira vez em que ele articula esse padrão como algo a *escolher*, não a aceitar. A próxima cadeira ele quer entrar pelo conteúdo, não pelo incêndio.

"A próxima recompensa está em construção. A Gucci é a primeira aposta de vou tentar fazer durar diferente."

ANTES

Dentro de estrutura alheia

22 anos atravessando 4 indústrias e 3 geografias. Cada parada com patrocinador, cada saída em férias. Método vulnerabilidade-curiosidade construído na Danone, testado na Sephora México, cristalizado no Botmaker.

AGORA

Gucci 2026 — reaprender a forma

Mesmo ambiente do México 2017 (luxo corporativo francês). Mesmo método. Diferença: oito anos mais velho, sem patrocinador inicial, conscientemente recalibrando como confrontar — sem perder a entrega.

CONSTRUINDO

Cadeira escolhida por conteúdo

Próxima parada: entrar por escolha, não por convite-de-estabilizar. Conteúdo > incêndio. Patrocínio reconstituído como variável dura, não opcional.

/ TRAJETÓRIA

22 anos. 4 indústrias. Três geografias.

De estagiário em shipping em 2004 a CFO da Gucci em 2025, passando por Danone, Sephora México, Sephora Espanha e Botmaker. Cross-ocean career com fluência operacional em três mercados.

2004–2006 · Brasil

OrigemShipping

Logística marítima

Estagiário na Hapag-Lloyd virou Tonnage Control Coordinator — controle de cargas e rentabilidade em rotas Europa, com suporte comercial. Depois Commercial Controller na Hyundai/PIL: rentabilidade e controle de espaço semanal, reposição de containers vazios, suporte ao customer service. Saiu sabendo que shipping não era o jogo dele — mas com músculo de planilha sob pressão e foco em margem.

2006–2012 · Brasil

Virada de chave #1Danone

O estrategista nasce

Entrou em Supply Chain Coordinator. Em algum momento recebeu um projeto novo: estruturar exportação de nutrição médica em operação triangular — fábrica na Europa, entrega na América Latina, reconhecimento de receita no Brasil. Três dimensões simultâneas: contábil, logística, margem. Quando foi convidado para virar Latin America Finance Controller, disse para o chefe que não sabia ler um balanço. O chefe respondeu: 'fica tranquilo que a gente vai fazer todas as transições necessárias.' Seis anos depois saiu — porque a estrutura virou ficção.

"Se é para fazer desse jeito, não precisam mais de mim aqui. Precisam de uma pessoa que executa, não uma pessoa que pensa."

2013–2015 · Brasil

AtravessouMAC / Estée

Matricial pela primeira vez

Finance Manager LatAm. Time de 5+. Rede de 80+ lojas. Brand KPIs, Capex para abertura de loja, closing process com HQ global. Primeiro contato com matricial — reporte simultâneo para marca + corporativo. 'Para mim foi um caos, foi um terror. Eu não aguentei ficar muito tempo lá.' Saiu antes de quebrar — mas carregou o lado wholesale, conhecimento que usaria anos depois do lado comprador na Sephora México.

2015–2016 · Brasil

Aprendeu a sairLUSH

Estrutura afundando

Finance Controller. Time de 6. Fábrica + 5 lojas + e-commerce. Operação encantadora, produto que ele admirava, mas estrutura afundando. Construiu frameworks de orçamento e forecast, gestão de tesouraria. Ouviu o headhunter quando o headhunter ligou.

"Saber a hora de sair é uma das coisas que mais me orgulho de ter aprendido."

2016–2021 · Brasil → México → Espanha

Virada de chave #2Sephora (LVMH)

A grande promoção

Cinco anos, quatro cadeiras. Latin America Finance Director em São Paulo → CFO México (primeira promoção, primeira expatriação com a família) → CFO Espanha (chegada em ambiente queimado, atravessou COVID). Foi vista pela chefe direta, GM/presidente Sephora América Latina. Entregou €6,8M em primeiro dividendo à matriz francesa, estoque 240→160 dias, lojas 15→26. A entrega aconteceu. A forma custou.

→ Aprofundado no Case Sephora México

2021–2025 · Brasil

Virada de chave #3Botmaker

Primeira tech sem palco

Director of Finance and Administration. Time de 8+. SaaS de IA conversacional, multi-país: Brasil, EUA, México. Nunca tinha trabalhado em tech. Tornou a vulnerabilidade ferramenta de operação — perguntar tudo como curioso, dentro de cargo que exige responsabilidade. Funcionou. Mas o ambiente sem palco drenou: 'Tudo sob demanda. Não tinha espaço para criação.' Decidiu sair em férias.

"Tava só mais um. Por mais um, eu queria buscar um espaço onde eu tenha um mínimo de reconhecimento."

2025–presente · Brasil

AgoraGucci (Kering)

Volta ao luxo francês

CFO Brasil & Chile. Volta ao luxo corporativo, agora no Kering. Indústria nova (luxo de alto giro), grupo francês novo. O chefe que o contratou saiu pouco tempo depois da chegada — está navegando 2026 sem o patrocinador inicial. Aos 43 anos, oito anos mais velho que no México, tem clareza sobre o que mudar.

"É menos o conteúdo e talvez mais a forma agora que eu preciso adaptar."

CASE · 01

Sephora México — o primeiro grande dividendo

Vinte meses para entregar €6,8M e reorganizar uma diretoria queimada

Período

jul/2017 – abr/2019

Cargo

CFO México

Operação

Joint venture recém-comprada por Sephora (LVMH)

O CONTEXTO

A Sephora tinha acabado de comprar a joint venture mexicana. As pessoas eram as mesmas; o que mudou foi quem respondia por quê. A estrutura financeira anterior operava em modo reação — esperar pedido, executar, devolver. Sem produção própria, sem proatividade, sem pensamento estratégico. O CFO anterior aprovava de cinco pesos a cinco milhões de dólares. Tudo passava por uma cadeira só.

O PROBLEMA

O mandato era simples: gerar caixa, pagar o primeiro dividendo para França. Em paralelo, o time de finanças precisava virar pensante — sair do modo executor para propor estratégia. E havia uma cisão estrutural na diretoria que ninguém estava enxergando.

AS DECISÕES

  1. Reorganizar o time logo no primeiro mês. Reuniu o time de finanças e disse a frase que virou o choque inicial: 'não era para ninguém ser secretário executivo da presidência. Era para a gente trazer coisas pensantes.' Falou pessoa por pessoa — jurídico, auditoria, contabilidade, tesouraria, planejamento — todo mundo na mesma direção: pensar antes de executar.
  2. Renegociar prazo de pagamento com fornecedores top. Top fornecedor era a Estée Lauder — onde tinha trabalhado três anos antes, do outro lado da mesa, vendendo. O presidente da operação local pediu reunião alegando falta de SKU em loja. Felippe rodou todas as lojas no fim de semana, tirou foto, fez relatório, voltou: 'ó, não está faltando nada.' Falou 'não' nove vezes na reunião. A renegociação se estendeu para L'Oréal, Urban Decay e fornecedores de serviço.
  3. Acionar o grupo controlador contra a operação local. Existia uma cisão no time de diretores. Levou o caso para chefe direta, presidente Sephora América Latina, que escalou para LVMH global. Um mapeamento institucional de perfis foi feito. Em sequência: saiu o diretor de vendas, depois o diretor de merchandising, depois Felippe foi para Espanha. Meses depois, a presidente do México também saiu. Toda a diretoria foi trocada.

RESULTADOS

€6,8M

Primeiro dividendo à matriz francesa (dez/2017)

240→160d

Redução de cobertura de estoque

15→26

Crescimento de lojas durante o ciclo

A entrega aconteceu. Em dezembro de 2018, pediu a próxima vaga — aplicou para uma vaga corporativa global em Paris. O CFO global da época respondeu: 'legal, mas não tem nada a ver com seu perfil, não é o momento.' Em janeiro de 2019, a CFO de Espanha pediu demissão. O convite chegou. O 'não' abriu o 'sim'.

O APRENDIZADO

Resiliência sob pressão cultural — aprendeu a confrontar com lastro material (fotos de loja, planilhas, KPIs documentados). Aprendeu a pedir a próxima vaga (padrão 'pedi → recebi não → recebi sim em outra vaga' virou meta-estratégia). E aprendeu o custo da forma. Hoje, na Gucci, articula: 'é menos o conteúdo e talvez mais a forma agora que eu preciso adaptar. E estou oito anos mais velho também.'

O QUE ESSE CASE OFERECE AO MERCADO

Útil para empresas em fase pós-aquisição ou pós-fusão que precisam de CFO sênior para substituir liderança centralizadora, instalar cultura de pensamento estratégico em time historicamente reativo, e escalonar reorganização via grupo controlador quando necessário. Especialmente em ambiente matricial com matriz europeia.

CASE · 02

Botmaker — vulnerabilidade como capability

Quatro anos atravessando tech SaaS sem domínio prévio do setor

Período

ago/2021 – fev/2025

Cargo

Director of Finance and Administration

Operação

SaaS de IA conversacional · Brasil/EUA/México

O CONTEXTO

Pós-Espanha, em 2021, voltou ao Brasil. O mercado de varejo de luxo estava fechado pelo COVID. Conseguiu duas, três entrevistas — nenhuma virou. A tech estava contratando. Era o que tinha. A Botmaker apareceu — founders maduros, com mercado, não empreendedores de primeira jornada com cheque de fundo. 'Eu queria realmente, 40 anos de idade, já tinha uma família, uma volta para o Brasil, queria tentar algo um pouco mais perene, duradouro.'

O PROBLEMA

Nunca tinha trabalhado em tech. 'Não sabia nada de tecnologia.' Como assumir uma função de Director em setor que não domina, com cargo que exige responsabilidade? Três opções: fingir que domina, recusar, ou admitir e perguntar. Escolheu a terceira.

AS DECISÕES

  1. Transformar vulnerabilidade em ferramenta operacional. 'Entrar num ambiente novo me deu a chance de perguntar tudo o que eu queria — de não vir com um conceito pré-concebido sobre alguma coisa. Estar exposto a falar para todo mundo que eu não dominava aquilo. Isso te muda, porque também te coloca numa posição mais vulnerável.' A exposição virou ferramenta de confiança.
  2. Estruturar função financeira do zero, multi-país. Time de 8+. Reconciliação de cartão de crédito, emissão de nota fiscal, faturamento, recepção de pagamento. Função técnica, não estratégica. Multi-país: Brasil, EUA, México. Construiu o que não existia, sem manual.

RESULTADOS

4 anos

Permanência mais longa fora de Sephora

8+

Time multi-país (Brasil/EUA/México)

3

Mercados operacionais simultâneos

A capability foi instalada — função financeira estruturada onde antes existia improviso. Mas o ambiente sem palco drenou: 'Tudo sob demanda, entrega isso. Não tinha espaço para criação.' Decidiu sair em férias — o único momento em que conseguia descomprimir o suficiente para ver. Em movimento, aguentava; parado, decidia.

O APRENDIZADO

Vulnerabilidade-curiosidade vira capability transferível. O método é mais valioso que o domínio prévio do setor. Hoje, na Gucci, opera o mesmo playbook conscientemente: 'estou visitando loja, estou perguntando tudo, fazendo tudo que eu quero como curioso, mas exatamente dentro de um cargo que exige uma responsabilidade.'

O QUE ESSE CASE OFERECE AO MERCADO

Útil para empresas em transição entre modelos de negócio, expansão geográfica ou setor adjacente — onde liderança sênior precisa instalar função financeira em ambiente que ela ainda não domina tecnicamente. Capability replicável: admitir + perguntar + estruturar.

CASE · 03

Danone — operação triangular cross-border

Exportação Europa → LatAm → Brasil, contábil + logística + margem como sistema único

Período

set/2006 – dez/2012

Cargo

Supply Chain Coordinator → LatAm Finance Controller → Sales Projects

Operação

FMCG · Brasil + Colômbia + Costa Rica + Uruguai

O CONTEXTO

Entrou como Supply Chain Coordinator. MBA em Logística pela FGV recém-concluído. Demand planning, redução de custo em warehouse, projetos para key clients. Era operacional. A escolha tinha sido por proximidade — indústria que ele já conhecia (vinha de Hapag-Lloyd, Hyundai Merchant Marine, PIL).

O PROBLEMA

Em algum momento foi convidado para um projeto novo: estruturar exportação de nutrição médica em operação triangular — fábrica na Europa, entrega na América Latina, reconhecimento de receita no Brasil. Três dimensões simultâneas: contábil (transfer pricing, câmbio entre países), logística (fluxo da fábrica até o distribuidor latino-americano, alfândegas) e margem (qual produto para cada distribuidor, prazos, lucratividade).

AS DECISÕES

  1. Aceitar o projeto sem vocabulário financeiro. Quando foi convidado para virar Latin America Finance Controller, disse para o chefe que não sabia ler um balanço. 'Ele me disse: fica tranquilo que a gente vai fazer todas as transições necessárias.' Aprendeu fazendo.
  2. Atravessar contábil + logística + margem como sistema único. 'Para mim ali o que tinha que fazer a diferença era a curiosidade por aprender algo novo e estar exposto àquele momento.' Saiu de supply e virou Latin America Finance Controller — Brasil, Colômbia, Costa Rica, Uruguai. Fechamento mensal de P&L, cash flow, balance sheet. Budgeting, forecasting, S&OP com Open To Buy definition.
  3. Sair quando a estrutura virou ficção. Fim de 2012. A equipe tinha passado meses construindo um número alcançável, com racional. Veio uma instrução de cima: 'chegou um número muito maior para liderança — ajustem proporcionalmente.' Sentaram para majorar SKU por SKU. 'Vou vender mais 1 milhão de unidades de um produto que a gente já tinha estoque gigante, sem cliente novo.' Era ficção. Saiu meses depois.

RESULTADOS

6 anos

Permanência (set/2006 – dez/2012)

4 países

FP&A regional simultâneo

3

Dimensões simultâneas: contábil + logística + margem

Aprendeu a parametrizar logística com lente financeira antes de ser financeiro. Aprendeu a operar matricial com múltiplos países — músculo de FP&A regional que opera até hoje. Aprendeu que o valor dele estava no pensamento estruturado, não na execução pura. O Felippe que saiu da Danone em 2012 não era mais o controlador comercial de shipping que entrou em 2006.

O APRENDIZADO

A frase que carrega como gatilho de saída ele recita catorze anos depois: 'Se é para fazer desse jeito, não precisam mais de mim aqui. Precisam de uma pessoa que executa, não uma pessoa que pensa.' Aqui nasceu a tese profissional inteira.

O QUE ESSE CASE OFERECE AO MERCADO

Útil para empresas com operação financeira triangular cross-border — estruturação de fluxo contábil + logístico + de margem em transações multi-país. Especialmente quando há fábrica em um país, entrega em outro, reconhecimento de receita em um terceiro. Aplicável a expansão internacional e operações de transfer pricing.

/ POSICIONAMENTO

Onde Felippe entra

CFO que estabiliza working capital cross-border em ambientes recém-comprados ou recém-fundidos, com tradução cultural entre matriz e operação local. Cinco frentes onde o método vulnerabilidade-curiosidade aplica diretamente.

01

Working capital travado em varejo ou wholesale multinacional

Renegociação cirúrgica de prazo com fornecedores top, controle de Open To Buy, redução de cobertura de estoque sem comprometer crescimento de receita. Caso documentado: Sephora México 2017–2019 (estoque 240→160 dias, primeiro dividendo de €6,8M à matriz).

02

Operação financeira triangular cross-border

Estruturação de fluxo contábil + logístico + de margem em transações multi-país. Útil quando há fábrica num país, entrega em outro, reconhecimento de receita num terceiro. Caso documentado: Danone 2006–2012 (Europa → LatAm → Brasil).

03

CFO em ambiente recém-comprado ou recém-fundido

Substituição de líder centralizadora, instalação de cultura de pensamento estratégico em time historicamente reativo, escalonamento institucional via grupo controlador quando necessário. Caso documentado: Sephora México pós-joint venture, com acionamento de auditoria LVMH.

04

Tradução cultural entre matriz e operação local

Especialmente entre matriz francesa (LVMH, Kering) e operação latino-americana ou ibérica. Três idiomas operacionais (português, inglês, espanhol); italiano e francês working. Cross-ocean career com 4 anos no México e 2 anos na Espanha.

05

Entrada em indústria nova sem viés de setor

Atravessou logística → FMCG → beleza/luxo → tech SaaS. Método replicável: admitir que não domina o setor, perguntar tudo, ganhar confiança pela exposição. Útil para empresas em transição entre modelos de negócio ou expansão geográfica.

Formatos de trabalho

  • **Full-time CFO** — para empresas em LatAm, Europa Ibérica ou Brasil que precisam de CFO sênior com cross-ocean career real. Disponível para roles estruturantes (recém-aquisição, expansão internacional, turnaround de working capital).
  • **Advisory** — para boards e CEOs que querem segunda opinião em decisões de FP&A, treasury, M&A pequeno-médio, ou navegação matricial com matriz estrangeira. Modelo fracionado (4–10 horas/mês).
  • **Fractional CFO** — para empresas em fase de crescimento que precisam de senioridade de CFO mas não comportam ainda o full-time. Atuação 1–2 dias/semana, com mandato claro e métrica de saída.
  • **Mentoria executiva** — para gerentes e diretores financeiros em transição (saindo de operacional para estratégico, ou cross-industry). Foco em capability de leitura de ambiente, não em conteúdo técnico de finanças.

/ PROVENIÊNCIA

Como o portfólio foi construído

Este portfólio existe porque tudo nele foi construído a partir de material de origem rastreável. Cinco entrevistas ao vivo somadas a cinco rodadas de pílulas assíncronas geraram 25.026 palavras transcritas. Cada citação verbatim é rastreável até o extrato de origem; quando uma frase é leitura analítica, aparece sem aspas. Lacunas declaradas onde aplicável, sem fabricar citação.

5

Entrevistas ao vivo (4h03)

5

Rodadas de pílulas assíncronas

25.026

Palavras do talento (raw)

6.6×

Ratio de escuta

"Perguntar tudo como curioso. Dentro de cargo que exige responsabilidade." Método aplicado de Danone a Gucci — atravessando indústrias sem perder fluência operacional.

São Paulo, Brasil (GMT-3) · CFO Gucci Brasil & Chile · Disponível para advisory e mentoria executiva.

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